Por que uma vez se pensou que o tabaco poderia salvar vidas?

Outras vezes, outros costumes. Como o Mês Sem Tabaco começou na terça-feira, há um momento em que as pessoas pensavam que o tabaco poderia salvar vidas. Tudo começa quando Cristóvão Colombo descobre a América, ele percebe que os índios fumar uma planta enrolada em uma tocha que eles chamam de “tabacos”. Segundo eles, remove a fadiga. Colombo, portanto, decide trazê-lo de volta para a Europa, como planta medicinal.

Em França, chegou em 1951 através do nosso embaixador em Portugal, Jean Nicot, que deu o seu nome à nicotina. Este último envia para Rainha Catarina de Médici e assegura-lhe que o tabaco ralado pode curar suas enxaquecas. Ela então o cultivou na Bretanha onde foi batizado, um pequeno fayot, o Catherinaire.

Ela não fuma, ela tira da caixa de rapé. Daí a canção de ninar “Eu tenho bom tabaco”. No final do século XVII, o tabaco era claramente considerado o remédio para asma e dores de todos os tipos. Diz-se mesmo, é de cabeça para baixo, que cura o câncer. Então usamos e abusamos. Além disso, na época, o tabaco não era o nome do vício do tabaco mas reuniões entre nobres onde se discutem negócios enquanto se fuma cachimbo.

Uma prática que se estende até o século XIX

Em 1745, um médico inglês, Richard Mead, afirmou que o tabaco poderia salvar as pessoas do afogamento. O mistério permanece quanto à origem do reflexo, mas para reviver uma mulher semi-afogada, ele decide uma espécie de boquete longo nas nádegas e soprar tabaco nele, convencido de que o calor da fumaça promove a retomada da respiração… E funciona.

Este enema de tabaco está crescendo em toda a Europa. Inclusive em casa já que nas margens do Sena em Paris, há caixas de primeiros socorros com kits de fumigação de tabaco pela fundação. Essa prática perdurará até meados do século XIX, quando começamos a perceber que o tabaco é provavelmente prejudicial.

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Isabela Carreira

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