o chefe dos bispos portugueses alvo de denúncia

O tribunal português confirmou no sábado que está investigando uma denúncia contra o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que a mídia local diz ser suspeito de relatar um caso de abuso sexual infantil em Moçambique em 2011.

A denúncia foi”encaminhado ao Ministério Público de Braga [ville du nord du pays, NDLR] e ao Departamento de Investigação e Acção Criminal de Lisboa (DIAP) para estudo“, confirmou o Ministério Público AFP.

Segundo a edição de sábado do diário Publico, Mons. José Ornelas, atual bispo de Leiria-Fátima (centro) e presidente do CEP, suspeito de ter tratado um caso de agressão sexual num orfanato moçambicano envolvendo um padre italiano em 2011 como superior hierárquico.

A Conferência Episcopal Portuguesa respondeu de imediato em comunicado de imprensa a reconhecer que Dom José Ornelas “receber informações sobre possível uso indevido” em 2011 mas isso depois de pesquisa “nenhuma evidência de qualquer abusonão havia sido estabelecida.

Tanto a justiça moçambicana como italiana decidiram arquivar o caso, segundo nota da Igreja, acrescentando que D. José Ornelas não foi informado da abertura de inquérito pelo Ministério Público para já.

Nos últimos meses, a justiça portuguesa abriu várias investigações sobre alegações de agressão sexual na igreja após testemunhos de supostas vítimas coletados por uma comissão independente.

Assim como na França, uma comissão independente, cujos trabalhos começaram no início deste ano, é responsável por investigar a violência sexual dentro da Igreja em Portugal, país com forte tradição católica.

Esta comissão, composta por seis especialistas, foi criada por iniciativa da Igreja portuguesa para lançar luz sobre o tema da violência sexual.

Os trabalhos da comissão, que deverão estar concluídos até ao final do ano, vão dar origem a um relatório que será depois submetido à Conferência Episcopal Portuguesa.

A Igreja portuguesa reafirmou no sábado a sua determinação em continuar com “cooperar plenamentecom as autoridades para esclarecer quaisquer casos de abuso sexual.

Alberta Gonçalves

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