Há vários dias que os incêndios assolam o centro e norte de Portugal, levando o governo a colocar estas zonas em “estado de contingência” devido às temperaturas escaldantes.
Muitos incêndios deflagraram nos últimos dias no norte e centro de Portugal, mobilizando um grande corpo de bombeiros.
O governo português decidiu aumentar o nível de alerta declarando “estado de contingência” de segunda a sexta-feira da próxima semana, e pediu à União Europeia que ative o seu mecanismo comum de proteção civil, obtendo o despacho de dois aviões bombardeiros de água estacionados em Espanha.
“Estamos perante uma situação quase sem precedentes em termos”, comentou o comandante nacional da proteção civil, André Fernandes, tendo sido registados mais de 120 inícios de incêndio por dia na sexta-feira e no sábado.
Uma onda de calor muito presente no país
Referindo-se a temperaturas que podem chegar aos 45 graus Celsius, o ministro do Interior, José Luis Carneiro, disse por seu turno que Portugal enfrenta a “pior conjunção de fatores” desde os incêndios de junho e outubro de 2017, que causaram mais de uma centena de mortos.
Os incêndios que se multiplicam em todo o mundo estão associados a vários fenômenos previstos pelos cientistas devido ao aquecimento global. O aumento da temperatura, a multiplicação das ondas de calor e a diminuição da precipitação em locais são, assim, uma combinação ideal para o desenvolvimento de incêndios.
A atual onda de calor afeta um país em que 28,4% do território estava em situação de “seca extrema” no final de junho, contra 1,4% um mês antes.

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