EUA ficam para trás no lançamento de visto adaptado

“Trabalhar de qualquer lugar” representa uma nova liberdade que não vai acabar tão cedo, suporta Prithwiraj (Raj) Choudhuryinvestigador especializado em novas mobilidades profissionais, no Harvard Business Review. Em todo o mundo, os países entraram em uma competição para atrair o maior número possível de nômades digitais. É nomeadamente o caso de Portugal, Austrália, República Checa, Emirados Árabes Unidos, Estónia, Alemanha, Tailândia, Itália ou Espanha, que lançaram recentemente novos vistos destinados a trabalhadores remotos.

Não à toa, segundo a pesquisadora: esses novos vistos são a chave para um cenário “ganha-ganha”. Os “nômades digitais” aproveitam para combinar trabalho e turismo por vários meses. Quanto aos países anfitriões, eles ganham moeda estrangeira a longo prazo, preservando os empregos locais para seus nacionais.

Mas essas não são as únicas vantagens dos vistos de “nômades digitais especiais”, continua Prithwiraj (Raj) Choudhury.

Um papel essencial na partilha de competências

Os novos vistos podem representar, em primeiro lugar, uma solução temporária para os problemas colocados pelas políticas de imigração e os atrasos acumulados durante a pandemia no processamento dos pedidos de visto – como é particularmente o caso dos Estados Unidos.

Eles oferecem aos trabalhadores remotos, geralmente por seis a doze meses, a oportunidade de viajar para países localizados ao redor do mundo. A mobilidade geográfica dos “nômades digitais” pode estimular o setor de viagens de negócios, que precisa disso.

Mais importante ainda, esses trabalhadores nômades são capazes de desempenhar um papel vital na difusão e compartilhamento de habilidades, bem como na inovação. “Minha pesquisa sobre mobilidade geográfica e inovação mostra que mesmo curtos períodos de convivência com colegas de países geograficamente distantes podem ajudar os profissionais a acessar informações e recursos que podem ajudá-los a desenvolver novos projetos” , enfatiza o pesquisador.

Resumindo, “’nômades digitais’ e outros trabalhadores remotos podem ser uma benção para qualquer economia”. É por isso que muitos países estão atualmente competindo por esses profissionais. Nessas condições, não entendemos por que os Estados Unidos ainda não anunciaram nenhum programa de vistos especificamente destinado a esses trabalhadores nômades. “Já é tempo de o fazerem, senão vão perder o barco”, defende o pesquisador. A bola está na quadra do governo Biden.

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